HCB cai 25% e fecha a MZN 3,75
As acções da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) registaram no dia 21 uma forte inversão de curto prazo no mercado accionista moçambicano, ao encerrarem a sessão a MZN 3,75, numa queda diária de 25,00%. A descida ocorre após a valorização acelerada observada nas sessões anteriores, quando o título se aproximou do máximo anual de MZN 5,62, e reflecte um movimento de realização de lucros e ajustamento de preços, num contexto de elevada volatilidade e reposicionamento dos investidores.
Apesar da queda expressiva no dia, o comportamento do título continua positivo quando analisado em horizontes temporais mais alargados. Em termos mensais, a HCB acumula uma valorização de 20,97%, enquanto nos últimos seis meses o ganho permanece em 25,00%, sinalizando que a correcção de ontem ocorre dentro de um movimento mais amplo de recuperação iniciado após os mínimos registados ao longo do ano. Já na variação semanal, o título apresenta um recuo de 16,67%, reflectindo a elevada volatilidade que tem marcado as últimas sessões.
Recorde-se que o preço mais baixo dos últimos 12 meses, de MZN 2,03, foi observado a 29 de Maio, num contexto de forte pressão vendedora. Desde então, a acção construiu uma trajectória ascendente, com mínimos progressivamente mais elevados, incluindo MZN 2,27 a 09 de Setembro (mínimo dos últimos seis meses) e MZN 2,80 a 21 de Outubro (mínimo dos últimos três meses). Este percurso culminou recentemente na aproximação ao máximo anual, antes da correcção registada na sessão de 21.
Com o fecho a MZN 3,75, a HCB passa a apresentar um valor de mercado estimado em cerca de MZN 132,6 mil milhões, enquanto o valor da firma se situa em torno de MZN 107,3 mil milhões, mantendo-se como uma das maiores capitalizações da Bolsa de Valores de Moçambique. O número de acções em circulação permanece em aproximadamente 26,5 mil milhões.
A sessão ficou ainda marcada por um volume de negociação elevado, com 11.887 acções transaccionadas, colocando a HCB como o segundo título mais negociado do dia, com um valor negociado de MZN 813,6 mil, apenas atrás da CMH. Este aumento do volume reforça a leitura de que a descida esteve associada a vendas significativas, típicas de um movimento de ajustamento após ganhos rápidos.
Do ponto de vista de mercado, a variação registada no dia 21 é interpretada como uma correcção técnica, após a acção ter regressado recentemente ao intervalo de preços considerado normal. A manutenção de ganhos expressivos no horizonte mensal e semestral sugere que, apesar da volatilidade de curto prazo, a HCB continua a ser percepcionada como um activo estratégico e relevante, permanecendo no radar dos investidores de médio e longo prazo.
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