Produção de Energia Hidroeléctrica Cai 30% em Moçambique
A produção de energia nas barragens em Moçambique registou uma queda significativa de cerca de 30% em 2025, um cenário que está a preocupar especialistas e autoridades, principalmente por causa do impacto que pode ter na economia e no dia a dia das pessoas.
A principal razão para esta queda foi a falta de chuva, causada pelo fenómeno El Niño. Este fenómeno climático alterou os padrões normais de precipitação, fazendo com que chovesse muito menos do que o esperado em várias regiões do país.
Com menos chuva, os rios e barragens ficaram com níveis de água mais baixos. Isso afecta directamente a produção de energia, já que as centrais hidroeléctricas dependem da força da água para gerar electricidade.
A situação foi particularmente sentida na Hidroeléctrica de Cahora Bassa, uma das principais fontes de energia do país. Desde 2023, os níveis de água têm estado abaixo do normal, o que tem limitado a sua capacidade de produção.
Outras barragens importantes, como Corumana, Massingir e Chicamba, também enfrentaram dificuldades semelhantes. No total, o país produziu cerca de 11,2 milhões de megawatts-hora de energia, um valor inferior ao registado em anos anteriores.
Para além da seca, houve também decisões estratégicas para preservar a água disponível. As autoridades reduziram a quantidade de água libertada pelas barragens e ajustaram a forma como estas são geridas, para garantir que continuem a funcionar no futuro. No entanto, essas medidas também contribuíram para a redução da produção no curto prazo.
Este cenário teve impacto directo na economia. As empresas do sector energético registaram uma queda de cerca de 3% na facturação. Além disso, em alguns momentos, foi necessário reduzir o fornecimento de energia, o que afectou empresas, indústrias e até algumas zonas urbanas.
Para evitar uma crise maior, o país recorreu mais às centrais que utilizam outras fontes de energia, como combustíveis. Estas centrais ajudaram a compensar parte da produção que foi perdida nas barragens.
Mesmo com essa compensação, a situação trouxe um alerta importante: Moçambique depende muito da energia hidroeléctrica. Quando há seca, todo o sistema fica vulnerável.
Este problema não afecta apenas a energia. Ele pode ter impacto em várias áreas, como a indústria, o comércio e até o custo de vida, já que a energia é essencial para o funcionamento da economia.
Por isso, especialistas defendem que o país deve investir mais em outras fontes de energia, como solar, gás natural e energia eólica. Moçambique tem potencial nessas áreas, e diversificar as fontes pode ajudar a reduzir os riscos no futuro.
Ao mesmo tempo, o país continua a expandir o acesso à energia, com mais ligações à rede eléctrica. Isso mostra que há progresso, mas também aumenta a responsabilidade de garantir um fornecimento estável.
No fundo, esta queda de 30% na produção não é apenas um problema momentâneo. É um sinal de que o país precisa de se preparar melhor para lidar com mudanças climáticas e garantir energia suficiente para sustentar o crescimento económico.
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